Com um mês para pôr a obra em pé, Juliana apostou na reciclagem de uso: “Aproveitei o que a antiga loja tinha de bom para a champanharia. Mantive paredes, revestimentos e mezanino, e fiz intervenções para adaptar o que precisava ser mudado”. Como a ideia era desmistificar a bebida, a arquiteta usou um conceito aplicado nas cervejarias norte-americanas: industrial, contemporâneo e rústico, com madeira de demolição aparente e piso de cimento queimado.

 

Para atrair o público-alvo do empreendimento - jovem, descolado e, principalmente, feminino -  Juliana apostou em um balcão de mais de dez metros, com espaço para 15 lugares, onde o cliente vai ver o espumante ser servido e as tapas serem preparadas ali mesmo. A inspiração para o balcão, em MDF, com tampo de porcelanato, veio dos famosos balcões do Museo del Jamon, rede espanhola especializada em tapas.

 

Aliás, as tapas e os espumantes vão poder ser degustados ali mesmo, no balcão, ou em 25 mesas espalhadas pelo ambiente. Dois terços do espaço ficarão à vista de quem passa pelo shopping. E quem for sem companhia vai poder curtir o movimento do balcão virado para o corredor. O ar aconchegante será dado pela iluminação difusa, com luz amarela e foco nos itens de decoração: a arquiteta projetou garrafas de espumante pendentes na parede, com lâmpadas led dentro – uma alternativa de baixo custo e tudo a ver com o lugar.

 

Para a loja de vinhos da Miolo, que fica ao fundo, Juliana planejou uma adega diferente: garrafas em pé, como nas prateleiras de um supermercado - mais fáceis de manusear e mais acessíveis aos consumidores. A arquiteta explica que isso não prejudica a bebida: “Como as garrafas devem ter rotatividade, não ficarão muito tempo nessa posição. No estoque, sim, esse cuidado vai ser maior”.

*Texto publicado pelo site www.asboascoisasdavida.com.br